Sustentabilidade Organizacional: Uma atitude necessária

O avanço industrial, alavancado a partir da Segunda Guerra Mundial, foi indispensável para o desenvolvimento da sociedade e da economia que vivemos hoje. Porém, não foram levados em conta os impactos socioambientais que essa busca inconsequente pelo desenvolvimento provocaria. Atualmente, vivemos em um mundo onde 8,9% da população passa fome, enquanto 17% de todos os alimentos disponíveis para consumo são desperdiçados. Um mundo onde quase 13 milhões de toneladas de plástico entram nos oceanos por ano e onde os índices de aquecimento global batem recorde todos os anos.

Em contrapartida, a sustentabilidade surge como um conceito amplo e abrangente que pode ser praticado por todas as pessoas, governos ou organizações. Uma espécie de contraponto no sentido de reparar os danos provocados pelo homem à natureza e a ele mesmo. Nesse sentido, o termo Desenvolvimento Sustentável foi apresentado pela primeira vez em 1987 no relatório Nosso Futuro Comum (ONU), onde seu conceito foi definido como o desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas.

Como balizadora das ações sustentáveis desde 2015, a Agenda 2030 surge como um plano de ação para erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir que as pessoas alcancem a paz e a prosperidade. Por meio dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o documento Transformando Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável deixa claro a importância da parceria entre os diversos atores de transformação por meio de um plano conjunto de metas que devem ser seguidas de forma integrada. Assim, cria-se a oportunidade de reconsiderar o papel e o foco das organizações na construção de um mundo sustentável, justo e igualitário.

Nesse sentido, se faz necessário o entendimento de que as organizações influenciam também nos fatores externos a elas, como a sociedade e o meio ambiente. As empresas assumem papel de impacto quando protagonizam ações na promoção do bem estar das pessoas, no crescimento econômico responsável, na redução das desigualdades e na preservação da natureza. A inclusão da sustentabilidade no seio organizacional se traduz em políticas onde o desempenho socioambiental avança junto ao desempenho econômico de forma complementar.

Quando uma organização passa a se posicionar como promotora do desenvolvimento sustentável, onde os valores da sustentabilidade são enraizados na sua estratégia e planejamento, os resultados sempre são positivos. As empresas que assumem o compromisso de serem sustentáveis tendem a gerar retorno de curto e longo prazo. No curto prazo, o retorno pode ser obtido por meio de uma melhor gestão de resíduos, na utilização de fontes de energia renovável, na reutilização de material que seria descartado, entre outros. No longo prazo, a divulgação das práticas de ações sustentáveis por meio de Relatórios de Sustentabilidade para os stakeholders, a promoção do bem estar do colaborador e as ações com a comunidade implicam no posicionamento estratégico da empresa em um patamar sustentável, refletindo uma boa imagem diante o mercado.

Por serem propulsoras da inovação, as empresas de tecnologia possuem grande potencial no fomento do desenvolvimento sustentável. Essas empresas posicionam-se como promotoras da sustentabilidade, por exemplo, ao promover a alfabetização e inclusão digital das comunidades carentes, ao criar soluções de baixo custo para a reutilização de recursos ou até ao auxiliar outras organizações na eficiência dos seus processos. Enfim, quando as empresas desse setor usam o seu potencial de transformação para contribuir com o desenvolvimento sustentável, os resultados sempre são satisfatórios.

Responsabilidade Socioambiental ou Sustentabilidade Organizacional são os termos usados nas organizações para identificar as políticas voltadas para o desenvolvimento sustentável. Para os líderes e gestores, é de grande importância o conhecimento e a prática de ações que fomentem a sustentabilidade para gerar valor à organização, promovendo também, um mundo justo, igualitário e perene, onde as organizações sejam transparentes, eficazes e responsáveis.

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